Dicas para planejar uma mudança de carreira

O filósofo chinês Confúcio disse que se você escolher um trabalho que ama nunca precisará trabalhar. É uma frase que se tornou algo como um mantra, que vemos diariamente em posts de redes sociais, e no discurso daqueles que têm a “sorte” de estarem de bem com a sua função laborativa.

Mas algumas pesquisas mostram que a relação do brasileiro com o seu trabalho não é um mar de rosas. Segundo levantamento da Love Mondays, plataforma em que profissionais avaliam as empresas onde trabalham, o nosso país registra o menor índice de satisfação com o trabalho no comparativo com Argentina e México. Já outra pesquisa, encomendada pela Giacometti, mostrou que 52% dos brasileiros estão insatisfeitos com suas carreiras.

Para a mentoring Karen Waechter, mestre em direção de recursos humanos, tais índices refletem diversos aspectos, como remuneração, condições de trabalho, a sensação de que a empresa não tem um plano de carreira e os sacrifícios à qualidade de vida de trabalhadores, muitas vezes feitos em nome de melhor produtividade. “O que mais importa ainda nisso tudo é como a pessoa se sente com relação à atividade laborativa que escolheu”, pontua.

Segundo Karen, que auxilia seus mentorados a se posicionarem melhor no mercado, seja aprimorando habilidades, seja preparando uma nova carreira, mudar os rumos de uma história de insatisfação requer uma boa dose de coragem e determinação. “É evidente que um profissional que já tenha uma carreira em andamento, com estabilidade financeira, terá medo de recomeçar do zero, principalmente em um contexto econômico desfavorável”, lembra. Karen acrescenta que profissionais com mais idade (e responsabilidades) podem sentir ainda mais receio com a inserção em um mercado novo.

Nesses casos, ferramentas e técnicas do processo de mentoring são de grande valia para se preparar. “O profissional precisa se organizar em vários aspectos antes de abandonar uma carreira ou iniciar um empreendimento. Desde o aspecto financeiro, tendo reservas para um período inicial, até escolher cursos para capacitar o profissional para a nova atividade”, salienta.

“Pode ser difícil, mas está longe de ser impossível. O que realmente não podemos aceitar é o conformismo com uma situação desprazerosa”, afirma. É evidente que o profissional insatisfeito terá menor produtividade, repercutindo negativamente no ambiente organizacional e colocando em risco a própria saúde, acrescenta Karen.

Para ela, o passo mais difícil pode ser o de encarar a realidade e tomar as primeiras decisões sobre a mudança de carreira. Assim, deixa algumas dicas para quem está pensando em se lançar em outra área:

  • Refletir muito sobre o que desagrada na profissão atual. É a função exercida? É a empresa? É o mercado?
  • Analisar o que realmente traria mais satisfação;
  • Conhecer as funções da carreira, responsabilidades e o mercado de atuação;
  • Conversar com amigos e familiares, esclarecendo como você se sente. O apoio das pessoas que amamos é muito importante para desenvolver segurança com relação às escolhas;
  • Jamais tomar decisões precipitadas;
  • Planejar-se financeiramente para investir em cursos, novos negócios e enfrentar com tranquilidade os períodos mais críticos de uma nova jornada;
  • Definir estratégias, metas e objetivos claros a serem alcançados. Mais do que a velocidade da transição, os passos sólidos são o que irão garantir o sucesso do profissional.

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